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OCDE aposta em qualificação e educação contra crise do emprego

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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) defendeu nesta terça-feira em Paris a continuação das medidas especiais de combate à crise mundial, e advertiu que o desemprego ainda pode aumentar em 2010.

Em reunião em Paris da qual o Brasil participou, os ministros do Emprego da OCDE ressaltaram que os países-membros “devem enfrentar as consequências de um desemprego elevado e persistente”.
O empenho nas medidas adotadas no último ano para conter a crise deve ser mantido “ainda durante um certo tempo após a retomada da economia estar consolidada”, acrescenta a declaração final do encontro.
O representante português no encontro foi o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques.
“Tendencialmente, há uma diferença temporal entre a recuperação econômica e a recuperação do mercado de emprego”, afirmou a autoridade portuguesa ao final da reunião.
“É natural que os níveis de desemprego elevados que atingimos, particularmente no último ano no contexto da crise, se possam manter por mais tempo, mesmo que a recuperação econômica seja mais efetiva”, explicou Pedro Marques.
O documento final do encontro de Paris destaca que, “tendo em conta a gravidade da recessão, são fundamentais políticas de emprego e políticas sociais de envergadura e inovadoras”.
A reunião ministerial ressaltou que “é preciso ainda progredir no restabelecimento de condições sãs no mercado de crédito, sem deixar de apoiar a procura global para evitar uma recessão mais grave e mais longa”.
Segundo a declaração final da reunião, os desempregados e suas famílias devem ter acesso a “programas de segurança que os protejam contra o risco de pobreza e que os mantenham no mercado laboral”.
Os ministros concluíram também que as medidas de apoio à busca de emprego podem evitar demissões, “se aplicadas no momento certo”.
“A redução da mão-de-obra não deve ser o objetivo das políticas de combate à crise de emprego”, alerta o documento.
Além do Brasil, participaram da reunião ministerial sobre combate ao desemprego Chile, Estônia, Israel, Rússia e Eslovênia.

Por Lusa