Deveres e Sanções

Qimonda continua e só garante emprego a 230 trabalhadores

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A viabilização da Qimonda foi aprovada por 95% dos créditos. O projecto garante apenas os 230 postos de trabalho a laborar actualmente e deixa 770 trabalhadores em situação indefinida: entre o desemprego e o "lay-off".

A Assembleia de Credores da Qimonda aprovou, hoje, em Gaia, a aprovação do plano de viabilização da empresa, tendo agora 60 dias para colocar em marcha a execução do mesmo.

O plano inicial foi, todavia, alterado, deixando a empresa de prever necessitar de mil postos de trabalho e passando apenas a indicar “um máximo de 770” no início de 2012, ano em que a empresa terá atingido uma “velocidade de cruzeiro”.

Na prática, porém, apenas os 230 que ainda se encontram a trabalhar sabem que têm o posto de trabalho garantido, dado que os restantes não saberão quando vão ser chamados durante os próximos dois anos.

Após o despedimento, em Maio passado, de 600 trabalhadores, a Qimonda terá ficado com cerca de 1100 trabalhadores, dos quais apenas 230 estão a laborar e não se encontram em lay-off.

Para atingir o número desejado de 770 funcionários, 330 postos de trabalho serão extintos, quer mediante rescisão amigável – negociável até depois de amanhã -, quer mediante despedimento colectivo se não aceitarem manter-se em lay-off.

Quem não aceitar renovar o lay-ff depois de 4 de Novembro, situação que depende da “vontade dos trabalhadores”, e até ao prazo máximo permitido por lei (Abril de 2010), também será despedido, mas “poderá vir a ser chamado, se a empresa necessitar”.

As indemnizações aos trabalhadores serão pagas em duas tranches de 50%, em Abril e em Outubro de 2010. A produção será retomada ainda este trimestre.

A 25 de Novembro, nova Assembleia de Credores deverá apreciar os desenvolvimentos da aplicação do plano, incluindo nova denominação e marca da empresa e nova estrutura accionista, mediante a conversão de créditos em capital da nova empresa.

Por Erika Nunes In JN